EDIA faz balanço de 2023 e prepara novos regadios para o próximo ano

Na última semana do ano, fomos saber junto do presidente do Conselho de Administração da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, José Pedro Salema, qual o balanço que faz deste ano e quais as perspectivas para 2024.
“Desafiante do ponto de vista climático”, é assim que o responsável começa por classificar 2023, “com uma primavera muito quente e seca e uma campanha de rega muito longa, que exigiu da nossa operação, das equipas que estão no terreno, a garantia de água e a água chegou sem problemas. Este é o primeiro balanço importante. A operação funcionou e todos os nossos clientes foram satisfeitos”.

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Além desta garantia, outra novidade importante do ano em que estamos, “foi o estabelecimento de algumas regras para controlar os usos abusivos (de água), com a definição de volumes máximos”. Esta foi “uma medida pedagógica que teve consequências práticas para alguns agricultores, que pensamos ser muito importante para os próximos anos”.
Para 2024, importa salientar “a continuidade da operação. No seu “core” (negócio), a EDIA é no seu essencial um operador de água. É preciso garantir que a operação continua a funcionar sem problemas de maior, que a água chega a todos e que não há interrupções”.
Por outro lado, a empresa prepara “o arranque de muitas obras nos próximos dois anos que vão ser de grande intensidade na construção. Primeiro pelas novas áreas de regadio de Reguengos, da Messejana com ligação ao Monte da Rocha, da Vidigueira e de Moura, as quatro zonas em que vamos ter novos regadios”.

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Outro ponto prende-se “com o arranque do reforço das obras da capacidade de bombagem, ou seja, há várias estações elevatórias do nosso sistema que não têm todas as bombas instaladas. São várias onde vamos estar a trabalhar, mas a mais importante é a estação elevatória de Álamos”, em Portel.
A par das grandes obras da empresa que gere o Alqueva para o ano que entra, está prevista a implementação do maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa. Sobre o assunto, o gestor confirmou que estão a decorrer “concursos públicos, alguns prestes a serem decididos, outros que serão no início do próximo ano. Vamos ter seguramente muita construção fotovoltaica a arrancar, essencialmente centrais fotovoltaicas flutuantes”. A finalidade é melhorar a eficiência energética no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) para a construção de quatro centrais fotovoltaicas.

Por fim, mas não menos importante, é a abertura do Centro Alqueva, “um espaço de interpretação, de explicação. No fundo, a sala de visitas do projecto Alqueva que vai abrir junto à Barragem de Alqueva”, concluiu José Pedro Salema.
Neste local, poderá ser percebido, a mudança que a infraestrutura operou na economia do Alentejo.

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