Professor de Serpa protesta a pedalar com viagem até Lisboa de bicicleta

Não é a primeira vez que o docente da Escola Secundária de Serpa, Carlos Azedo, participa numa manifestação de professores em Lisboa, onde o transporte escolhido é a bicicleta. Há 15 anos já o tinha feito e agora, com 62, volta a protestar da mesma forma, desta vez na Manifestação Nacional dos Professores, que acontece amanhã, dia 11, na capital.

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O formador sai amanhã, dia 11, de Serpa, às 06h00 da manhã e faz o seguinte percurso: Beja-7h / Canal Caveira, paragem para o pequeno almoço-9.30h / Grândola-11h /Troia-12h / Setúbal-13.30 / Cacilhas-14.30h.

Em declarações à Planície Carlos Azedo diz que “o meu objectivo é concretizar uma missão que têm a ver com a conquista ou reconquista da simpatia da opinião pública em relação à causa dos professores. Alguém que vai denunciar a situação que vive a sua própria escola, que é a Escola Secundária de Serpa, que devia ter sido intervencionada com obras há mais de 40 anos e que está num estado lastimável. Motiva a afirmação afinal de contas onde é que está o investimento na educação?”.

Em 2008, Carlos Azedo, efectuou uma viagem semelhante e volta a repetir o feito, com o lema “15 depois e tudo na mesma!”.
Esta viagem, segundo nota enviada à Planície, tem por missão “conquistar a simpatia da opinião pública para a causa dos professores” e considera ser “a pessoa ideal para tal missão”, como trabalhador e desportista.

Diz, no entanto, que “não é a simpatia que nos paga as contas” e, por isso, quer denunciar o facto de a escola ter-se tornado numa “pedocracia igual a pedagogia burocrática, onde reina a inconsequência dos actos”.

No protesto, aponta o dedo ao facto de a Escola Secundária de Serpa “estar muito degradada, aguardando obras há dezenas de anos. A paixão pela educação desapareceu e uma prova disso é o facto das despesas do Estado na Educação em % do PIB terem baixado de 6,7% em 2010 para 4,5% em 2019. No interior do país esta situação é ainda mais gritante, demostrativa da indiferença a que é votado!”.

O professor de Serpa, Carlos Azedo, denuncia o estado do ensino em Portugal de uma forma singular: vai de bicicleta até Lisboa para participar amanhã na Manifestação Nacional dos Professores.

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